sexta-feira, 13 de junho de 2014
E amanhã, como vai ser?!
Sabe quando você se sente tão perdida, tão perdida que você se acha?!
Então...minha história começa por aí...
Insatisfação. Cansaço. Interrogações internas sobre porquê mesmo eu me meti em certas coisas. Porque mesmo queria tanto aquelas coisas que conquistei?
Daí veio a segunda fase...
Comecei a ver que inteligente mesmo eram aqueles que escolheram um caminho MUITO mais simples que o meu.
Como pode? Eu!?! Uma mulher independente, eficiente (e dá-lhe o perfeccionismo!), segura, que sempre se orgulhou de saber o que queria na vida, com um trabalho incrível (mais ou menos do jeito que sonhei) que me rendia uma bela grana no fim do mês (`as custas de muitas horas de dedicação e deslocamento pela cidade toda), que tinha a sorte de morar num dos lugares mais lindos do mundo (na Cidade Maravilhosa, claro!). Euzinha mesma estava começando a carregar dentro do peito uma sensação de... "hum...não, não é bem isso".
E aí a terceira fase. A terceira fase?
Putz...na terceira fase só sobrevivem os fortes.
A tal da inconstância predomina.
Uma hora tudo que eu queria era ser a melhor profissional do mundo. E seguia bem no estilo Pinky e Cérebro...
No dia seguinte eu parava e apreciava uma amiga: nossa, que *FODA* ela trabalha (só) 3 vezes por semana! Não era esse meu objetivo no início de carreira? Ops...
P.S.: *esse texto merece palavrões completos, nada de sinaizinhos, ok?*
E sem falar na auto-sabotagem & negação...
Mais e mais clientes, workshops, trabalho aos sábados, pós-graduação, "poxa, não posso ir só vou chegar `as 22hs do trabalho hoje, de repente dou uma passadinha depois!".
É...Se você entrou (conscientemente), tropeçou (quase que por acaso), caiu (deu mole) ou se estabacou com todo o seu peso nessa mesma historinha de vida: bem-vindo ao clube!! Eu me estabaquei bonito!!
E nessa fase, eu só consegui ver 2 caminhos.
Um caminho era: se agarrar com muita fé, mais muita fé mesmo na ideia de que ser crazy-busy é o que há!! Ter muitos compromissos, mil coisas para fazer, ter sempre que correr de um lado para outro... e então isso me faria sentir-se viva, útil, uma pessoa que corre atrás, importante, de valor...e portanto (!!!!) que merece coisas boas da vida!?! Oi?!Essa ideia não cola em mim... não cola, já tentei, juro, simplesmente não rola... Mas talvez o destino, Deus, as estrelas ou o alinhamento dos planetas haveria de ter me ajudado, quem sabe?!!
Mas para uma boa samaritana ateia como eu, a palavra que melhor resumia a situação era fudeu!! O famoso ou vai ou racha!!
Esse blá blá blá não ia rolar pra mim, precisava mesmo VIVER a mudança e SER minha própria mudança para sentir que "Opa, encontrei!".
Acreditar em ajuda para ter dias melhores não é exatamente a minha praia, minha especialidade é fazer, eu mesma, meus dias melhores (quase que diariamente...).
O outro caminho que me restou foi então... Respirar e jogar tudo para o alto.
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E não, não catar nada no dia seguinte!!!
Então...minha história, NA VERDADE, começa por aqui...
A.
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A. adorei o tema! Eu adoro o tópico do desapego! Acho que vai ser muito bom falarmos sobre isso e escutar as suas aventuras "overseas"!
ResponderExcluirbjs
Muito legal! Eu super me identifico com essa história, do desafio que é sair da sua zona de conforto, que pode ser no nosso caso um país para buscar uma outra vida num outro lugar do planeta. E o texto com gostinho de quero mais... Parabéns!
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